
De acordo com o sistema blog, em que os artigos novos vão se colocando no alto. Eu resolvi escrever do fim pro começo. Então hoje que é o dia D e agora é a hora H. Aqui estou eu num cyber café do bairro Poble Sec em Barcelona. A 10 minutos das Ramblas. É um dos muitos cybers regentados por paquistaneses. Eu que sou um apaixonado pela cultura oriental e especialmente a do antigo Hindustan, que englobava a Índia, Paquistão e quiça Bangladesh, tenho aqui um pouco de contato com essa cultura e essa gente tão simpástica. Tambem tenho ao lado de casa muitos lugares pra comer e tomar chá. Shawarmas, samozas, xai, e muitas outras delicadezas desse povo. Disfruto muito inclusive com a música estridente que muitas vezes me acorda de manhã ou que soa num carro que passa ao lado. Cheguei em Barcelona dia 28 de dezembro de 2004, depois de passar 2 meses no Brasil. Quase que exclusivamente no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. Ali estão os meus pais, seo Dito e dona Araci. Os dois aposentados e dedicando-se a viver. Cuidando de plantas, cozinhando novas receitas e passeando, ou seja, disfrutando da vida tranquila de uma cidade grande porém bonita como é São José dos Campos. Ali tenho tambem a maioria dos meus amigos. Gente importante na minha vida porque temos uma historia em comum. Poderia dedicar um livro inteiro só pra falar desse povo. Gente que em sua maioria são artistas ou ao menos sensíveis à arte e delicadas na sua intimidade, apesar de que alguns tenham posicionamentos radicais.
Quando chegamos na cidade, em 1980, a primeira sensação que tive foi de perda pois deixava atrás quase 20 anos de vida numa cidadezinha do interior sem muitas ambições nem horizontes ilusionantes. Sentimento que ainda tenho quando vou lá, sempre no natal.
São José era outra coisa, com aqueles prédios enormes e modernos, a área verde do banhado, a proximidade com São Paulo, Serra da Mantiqueira e o Litoral Norte. Assis estava longe de tudo. Aqui eu me sentia perto das coisas e elas aconteciam. Aqui já podia ver vários canais de TV não só a Globo, que entre outras coisas, ajudavam a dissimular a dor da mudança e o medo ao desconhecido.
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